![]() Artistas todos nós somos. A vida sempre nos prega peças. O teatro, a arte do teatro é muito importante em minha trajetória. Explico: Na aurora de minha vida, quando aos quinze anos de idade fui trabalhar na TV Itacolomi, trabalhei como ator diversas vezes. Primeiramente como mero figurante: transeunte, jurado, torcedor, cliente de bar... Logo em seguida passei a fazer pontas em papeis coadjuvantes. Para convencer na interpretação tinha que, no mínimo, tangenciar a profissão ou a especialidade do personagem. Veja que para interpretar um enfermeiro aprendi corretamente a tirar a pressão de uma pessoa e a medir sua pulsação. Para interpretar espadachins tive aulas de esgrima. No far-west americano tinha que ser rápido no gatilho, e acertar o alvo. Era tudo ao vivo lembra?! Legionário romano luta com espadas... Na "guerra mundial" atirei com morteiros, bazucas, fuzis... Quanta coisa... Quantos papeis... Já nem me lembro mais! Quando deixei a Itacolomi e sai pelo mundo para ganhar a vida eu carregava esta bagagem preciosa e, acreditem, nem percebia. Foi bem mais tarde que tomei consciência dela. Aconteceu durante um exame psicotécnico na PETROBRAS. Nessa ocasião quem me entrevistava procurou a origem do "meu desempenho" e "jogou luz" sobre minha experiência como ator. Assim percebi o TEATRO em minha vida e, a partir daí, procurei aprimorar minhas "interpretações". Entretanto, até bem recentemente, para ser exato até abril de 2009, não me dava conta da relevância que eu tinha para o TEATRO. Pelo menos para o TEATRO MINEIRO. Foi quando recebi uma magnífica homenagem materializada no Tape: Teatro Mineiro - 14, uma produção de Ronaldo Boschi. Um verdadeira jóia para minha coleção de trofeus.
 
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