Cooperativismo
PRINCÍPIOS
Os pioneiros de Rochdalle estabeleceram uma série de normas reguladoras do funcionamento da sociedade.
Esses preceitos tiveram como base princípios morais de conduta.
Com o passar do tempo, estas diretrizes sofreram algumas modificações.
Cooperativas de todo mundo, reunidas em Manchester, de 19 a 22 de setembro de 1995, na Conferência Centenária da Aliança Cooperativa Internacional - ACI, aprovaram os novos "Princípios Básicos do Cooperativismo", que, a partir de então, passaram a nortear o movimento em todos os países filiados.
Basicamente os princípios são:
1º Princípio - Adesão livre e voluntária.
Cooperativas são organizações voluntárias abertas às pessoas aptas que queiram seus serviços e estão dispostas a aceitar suas responsabilidades de sócio, sem discriminação de gênero, classe social, raça, opção política ou religiosa.
2º Princípio - Controle democrático pelos sócios.
As cooperativas são organizações democráticas controladas por seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e nas tomada de decisões. Homens e mulheres que servem como representantes eleitos são responsáveis perante os demais sócios.
Nas cooperativas primárias, os sócios têm igualdade na votação (é mantida a proporção um sócio, um voto). Nas cooperativas de outros níveis também é mantida a organização democrática.
3º Princípio - Participação econômica do sócio.
Os sócios contribuem eqüitativamente e controlam democraticamente o capital de sua cooperativa. Pelo menos parte desse capital deve ser propriedade comum da cooperativa. Os sócios, usualmente, recebem uma compensação limitada, se houver alguma, sobre o capital subscrito, como uma condição da sociedade. As prováveis sobras são alocadas para os seguintes propósitos: desenvolvimento da cooperativa, possibilitando o estabelecimento de reservas (parte dessas podendo ser indivisíveis), benefícios aos sócios na proporção de suas transações com as cooperativas e, apoio a outras atividades aprovadas pelos sócios.
4º Princípio - Autonomia e independência.
As cooperativas são organizações autônomas de auto-ajuda controladas por seus membros. Se elas entram em acordo com outras organizações, inclusive governamentais, ou recebem capital de origens externas, elas devem fazê-lo de modo que assegure o controle democrático de seus sócios e mantenha sua autonomia
5º Princípio - Educação e informação.
As cooperativas oferecem educação e treinamento para seus sócios, representantes eleitos, administradores e funcionários. Assim todos podem contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento.
O público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, são informados, pelos sócios, já melhor instruídos, sobre a natureza e os benefícios da cooperação.
6º Princípio - Cooperação entre cooperativas.
As cooperativas atendem a seus sócios mais efetivamente e fortalecem seu movimento cooperativo trabalhando juntas em eventos, através de parcerias locais, regionais, nacionais e internacionais.
7º Princípio - Preocupação com a comunidade.
As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades submetendo-se a políticas aprovadas por seus membros.
Portanto percebe-se, facilmente, que as alterações mostram um Cooperativismo atento à evolução, embora, na filosofia , a ajuda mútua continue intocável.
Texto do livro: "COOPERATIVISMO - noções".
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