![]() Jóia da 21a. Semana de 2.010 Minha presença na Bienal do Livro de Minas, agendada desde há muito, aconteceu no dia 19 de maio. Cheguei bem antes do horário que havia sido reservado para que eu autografasse um de meus livros, é que queria, antes, ver como a feira estava funcionando. Depois de cumprir a burocracia de inscrição na secretaria entrei no recinto. Aquele era o horário reservado às escolas. O barulho me remeteu aos corredores do mercado municipal onde se vendem pássaros... Era o resultado do vozerio das crianças. Com calma caminhei entre elas. Passei pelo Stand de minha editora, a ALL PRINT, acertamos como as coisas funcionariam, conversei rapidamente com Jeanny Matos, a autora que, antecedendo minha vez, me passaria a mesa às 16:00 hs e, em seguida caminhei pela feira. Os milhões de títulos que vi evidenciaram quanto o nosso saber individual é pequeno. Na hora aprazada cheguei ao stand. Lá estavam Graça Campos e Karina Campos, mãe e filha, respectivamente, autoras que teriam sua noite de gala no sábado. Conversamos sobre nossos feitos e nossos projetos. Gratificante! Elas saíram e eu assumi a posição. A cena agora era por minha conta e risco. O sol, já declinando, encontrou uma brecha nas persianas das janelas e iluminou-me como a uma bailarina sob holofote. Eu estava só na mesa preparada para minha tarde de autógrafos. Uma mesa comum que suportava apenas um exemplar do “Europa em quatro estilos”, dois recipientes pequenos, um com balas e outro com amendoins. Um garoto de uns 10 ou 11 anos (lembrou-me um neto) perguntou sobre o tema do livro, e quais as terras visitadas. Depois de ouvir alguns relatos meus me disse que ele também queria entrar na Europa pela porta portuguesa... Conversamos alguns minutos. Até então a algazarra imperava. Da mesma forma o trânsito nos corredores era do domínio das crianças. Muitas delas, passando por mim pediam informações e autógrafos em seus cadernos e seguiam em frente. Os bandos de meninos foram escasseando. Olhei o relógio: eram 16:42 hs. O ruído ambiente já havia caído significativamente, é que estava próximo o fim do horário de visita das escolas. O aspecto da feira mudava rapidamente. Às 17:00 hs. fez-se um quase silêncio que me confundiu. Foi quando chegaram dois outros autores, um deles, Nelci Nunes, curtindo as expectativas do primeiro lançamento e Jeanny Matos, que me atencedeu naquela mesa, com anos de praia, viera apresentar dois novos títulos. Então começou entre nós uma agradável tertulia. Uma “festa de bicho grilo”. Cumprido meu tempo de “autor em destaque”, sai do stand, agradeci a atenção dos editores e caminhei pela feira, parando aqui e acolá. Foi uma tarde inesquecível.
 
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