![]() Jóia da 11a. Semana de 2.010 Muito tempo atrás ouvi uma história sobre um velho que estava plantando um pé de jabuticabas e um jovem gracejou dizendo que ele não teria tempo para ver aquela árvore dar seus frutos. Sem rancor respondeu que quando criança colheu jabuticabas de uma jabuticabeira que não havia plantado e que estava, naquela hora, fazendo a sua parte. Noutras oportunidades, algumas vezes em lendas ou estórias diferentes, recebi a mesma lição: desfrutamos de coisas que não preparamos e preparamos coisas que não desfrutaremos. Na fase atual de minha caminhada, tendo vivido mais de 70 anos atravessando tempestades e terremotos, bonanças e festivais, clamarias e sossegos, é que me dou conta que foi o trabalho o meu refugio, ele – o trabalho - é o porto ao qual sempre retorno. ... e estou novamente mergulhando na tarefa de resgatar parte da história da televisão brasileira. Nisso não estou sozinho. (Obrigado amigo Antonio Elizeu). Para não ficar apenas no plano etéreo quero registrar como em reportagem do cotidiano: Minha filha veio visitar-me e no seu regresso a Natal - onde mora -, levou uma muda de jabuticabas, presente de uma amiga querida. Lá foi uma jabuticabeira à bordo de uma aeronave. Mais uma lição de vida!
 
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