![]() Jóia da 52a. Semana de 2.007 Não raramente, especialmente aos mais velhos como eu, os acontecimentos nos remetem a tempos distantes recuperando imagens, sentimentos e até mesmo perfumes. As chuvas que fecharam a primavera, as mesmas que abriram o verão, me trouxeram “coisas”. A mais relevante foi o entupimento de uma calha do telhado de minha casa causando goteiras em vários cômodos. Quem viveu isso sabe o transtorno. Eu imaginei mil motivos: telhas quebradas, calhas mal construídas. Só não pensei no mais razoável, ou seja, uma calha entupida. Com ajuda profissional, o caso foi diagnosticado e resolvido. Não fiz sozinho porque tenho um compromisso com meus filhos, desde quando cai de lá: Eu não subo no telhado. Agora fico aguardando outra chuva para testar os serviços. Ao mesmo tempo, resgatando incidentes similares, cantarolo músicas com o tema: CHUVA. Lembrei de uma ouvida na infância: Pergunte ao papudo se o papo molhou! E de uma outra, que lembrei como uma prece, é do Tom Jobim, é da minha juventude: Caiu lá na serra, Molhou o meu rosto Lavou toda a terra. A chuva caiu Dentro de mim também, Lavou meus pecados Me fez querer bem.
 
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