![]() Jóia da 46a. Semana de 2.007 Nos últimos dois meses, se tanto, vivi dois episódios marcantes, qualquer deles competente o bastante para marcar fortemente a minha vida e a das pessoas que os dividiram comigo. O primeiro o casamento de uma filha, o segundo uma viagem ao outro lado do mundo. Agora, poeira baixando, ajustando os fusos horários, vou percebendo mais claramente a importância deles. No que tange ao casamento seus reflexos são bem evidentes: um quarto vazio; menos gente à mesa; a casa mais silenciosa; telefonemas cuja resposta poderia ser: -- Casou e mudou! O novo casal, feliz, inicia sua rotina e seus ajustes. Com a benção do Senhor, eles os vencerão e nós, os remanescentes na velha casa, dançaremos a nova música. Deus nos dará esse dom. Fotografias chegam e me revelam coisas que não percebi durante a cerimônia e a festa. Um sentimento feliz e melancólico ocupa meu coração. Fotografias outras, as da viagem, comparadas com terceiras de livros e de páginas da Internet, me avisam que nem de longe poderei dizer que em minha viagem eu conheci Singapura, Pequim ou Berlin, o mais certo será dizer: -- Pisei lá! Vi muita coisa que é quase nada daquilo que queria ter visto. Uma parte ínfima do que existe... São lugares para retornar. Como por mágica vão aparecendo na mente coisas que, enquanto caminhava naquelas terras, não percebi. A maior dessas é: -- A China é um país ateu! Noventa e oito per cento não tem religião. Os outros dois per cento serão o fermento para essa gente. Pode ser que não seja coisa que eu veja. Não faz mal. Deus tem tempo.
 
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