![]() Jóia da 4a. Semana de 2.007 Faz dois meses, ou pouco mais que isso, que estou trabalhando com negativos, slides e fotografias. São documentos de até sessenta anos de idade. À margem da emoção em reviver fatos antigos aprendi, por constatação nesse material, uma coisa inestimável: O cuidado que temos, ou tivemos, quando fazemos um trabalho. Constatei que algumas fotos, feitas numa mesma época se apresentam com qualidade muito diversa entre si. Algumas como novas, outras amareladas ou atacadas por fungos e mofo. Observei que isso é o resultado do cuidado de quem as manuseou, eu entre esses. A qualidade dos produtos químicos no processo, o critério para seguir o ritual de revelação, fixação e lavagem das fotografias e, naturalmente o cuidado em encontrar a melhor forma para guardá-las. Tudo isso é muito relevante. Agora, distante no tempo, agradeço as lições de alguns de meus professores de fotografia e de vida, Cauby Alencar em especial, que – agora me lembro cristalinamente – quando indaguei sobre a conveniência de utilizar produtos mais baratos, porem de menor qualidade, ele me disse: -- Faça e use sempre o melhor. Dentro de cinqüenta anos você vai ver o resultado. Esse tempo chegou! Bom que eu adotei seus métodos. Outra coisa importante é a documentação de quando e onde aqueles fatos aconteceram. E as pessoas, quem são elas? Como identificar aquelas crianças? A memória, tomando a minha como exemplo, não dá certeza de tudo! Como reflexo, recordo o Professor Ragozino Ribas que ensinava história no Colégio Santo Agostinho de Belo Horizonte, ele repetia sempre que o país e nós mesmos temos que cuidar em registrar nossa passagem pelo tempo, senão ela será deturpada por nossos esquecimentos e pelos nossos detratores. Nesse momento constato também a importância de agendas, quando passam a funcionar como "diário", ainda que sintético. Mas essas só gravaram meus últimos 29 anos. ... lições para a vida!
 
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