Jóia da 45a. Semana de 2.006


Gratas lembranças


Tive o privilégio de estar presente num jantar em homenagem a uma amiga, parente distante e companheira muito próxima em minha juventude. Viveu no Rio Grande do Sul os últimos trinta anos, ou mais. É certo que tivemos alguns contatos nesse período, mas em nada parecidos com esse evento, um petit comitê onde se encontraram uns poucos remanescentes de Nossa Turma. Éramos onze no total.

A reunião teve o condão de, afastando cinzas de tempo, nos fazer lembrar as aventuras e venturas compartilhadas em nossa juventude. Comentamos também nossas paixões. Paixões com intensidades e limites que só são entendidas por quem viveu naquele tempo.

Naquele tempo...

Foi o meu tempo, aquele eqüidistante do “Era uma vez” e o da permissividade atual. Um tempo romântico pleno de encantos e desencantos.

Bem aventurado aquele que sabe administrar as saudades, curtindo e revivendo as alegrias e mais, entendendo e tratando com leveza as lições advindas das tristezas e desilusões.

As lembranças gratas foram o principal tempero do jantar.


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