Jóia da 19a. Semana de 2.006 Em um aeroporto eu caminhava em um corredor estreito. Havia painéis de publicidade de um lado e de outro. Eram interessantes no que se refere às imagens e de bom gosto no atinente às mensagens. Num certo ponto, uma mesma fotografia aparecia nos dois lados do corredor, mas continham frases diferentes. Num dos conjuntos, para a foto de um grafite bastante elaborado, de um lado a palavra: “poluição”, do outro “arte”. No segundo conjunto, para a foto de um velho com aparência chinesa, de um lado estava escrito: “decadência”, do outro “sabedoria”. Levando em conta as experiências que eu acabava de viver nas lidas profissionais, aquelas mensagens calaram fundo. Destacado como um ator iluminado por um facho de luz, percebi como nossos preconceitos alteram nossos pontos de vista e, com os sons e cores da adolescência minha memória me trouxe a imagem de um de meus professores de ginásio dizendo com seu sotaque francês: -- Não há medalha sem reverso! Naqueles dias não dei muita importância... Nesse instante, como se presente em dois tempos, entendi melhor a mensagem.
 
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