Jóia da 49a. Semana de 2.005


Filho de carpinteiro


É dezembro.

Começaram as festas de encerramento do ano.
As casas, ruas e praças são enfeitadas.
O comércio se engalana.

Nesse caldo de acontecimentos vou sendo envolvido com uma intensa alegria nalguns casos, com uma certa indiferença noutros e mesmo com um certo repúdio ao mercantilismo que alguns adotam nessa época. E rezo, rezo muito pelos que me são caros e pelo mundo.

Mas o que me alimenta são as alegrias, algumas delas sem vocabulário possível, uma vez que os envolvidos não tem uma forma convergente de explicar suas emoções. É o caso do encontro dos pioneiros da REGAP (Refinaria Gabriel Passos - Betim-MG) que sempre acontece no primeiro sábado do mês. Agora, em 2005, houve o vigésimo sexto desses encontros. O público é o mesmo salvo dois ou três desgarrados que são garimpados e reintegrados ao grupo. Os assuntos são, maior parte do tempo, os mesmos: nossas conhecidas peripécias daqueles tempos. Mesmo assim nos cativam e emocionam...

Felizmente minha agenda prevê mais alguns encontros festivos de encerramento de atividades.

Não me envolvo muito no trabalho de enfeitar a casa, arrumar a árvore de natal e o presépio, mas me alegra muito vê-los prontos... Me alegra também praças, ruas e casas bem adornadas.

Repudio a atitude dos que não entendendo que a festa vai muito além disso pensam nos lucros, sejam eles os empresariais ou dos presentes que ganharão.

E nas minhas preces, lembrando, de forma concêntrica, da esposa, dos filhos e netos; dos irmãos, cunhados e sobrinhos; dos parentes e amigos; dos colegas de trabalho; de conhecidos... de todos... peço ao Senhor que dê luz a todos eles e que todos nós sejamos capazes de perceber que a festa não é APENAS isso, a festa é por alguém nascido há mais de vinte séculos:

Um certo filho de um carpinteiro de Nazaré da Judéia.

Que não esqueçamos dele na festa dele.


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