![]() Jóia da 11a. Semana de 2.005 Vi nos jornais a notícia que os vôos destinados ao aeroporto de Pampulha em Belo Horizonte, seriam desviados para o aeroporto de Confins, esse nas proximidades da capital mineira. Conforme as explicações das autoridades a mudança era necessária, e já devia ter acontecido há mais tempo. De início, de brincadeira, criei ficções absurdas para o que fazer com o avião que fizesse o último vôo para Pampulha... Depois fiquei imaginando o impacto disso sobre os passageiros: mais conforto no terminal, mas maior o tempo para se chegar lá... Mais tarde, pensando sério, procurei encontrar uma lição nesse acontecimento. Conclui: Seguimos pela vida interdependentes da um número incrível de fatores. Para algumas pessoas um aeroporto, além de tudo em Belo Horizonte, é um lugar inatingível, ou quase isso, de modo que sua vida não altera em nada. Outros trabalham nele, portanto grande parte de sua vida depende do que acontece lá. Outros, usuários ou visitantes ocasionais, necessitam de ligeiros acertos nas ações para cumprir essa ou aquela atividade. Na vida sempre acontece "um último vôo" para qualquer lugar. Não cabe reclamar, é imperiosa a adaptação. -- Os cães ladram e a caravana passa. - diria o poeta árabe.
 
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