![]() Jóia da 3a. Semana de 2.005 Tenho escrito algumas coisas sobre alegria, felicidade, vitória... Recentemente numa entrevista com jovens adultos, aqueles na faixa dos trinta, fui indagado porque "escondo a tristeza". Naquela hora, dentro daquele contexto, respondi a questão. Avaliei que contentou meus interlocutores, entretanto entendi que tal assunto merecia uma crônica. Lembrei, então, de um trabalho de Marta Fernandes de Souza Costa, uma autora que compartilha com outros autores e comigo o livro "Letras Contemporâneas". Ela comenta que na sociedade atual é proibido sentir tristeza. Mas você pode ficar deprimido ou estressado. Ela reage contra isso. No que concordo plenamente e seguindo a mesma linha afirmo: É normal o sentimento triste, principalmente quando ficamos decepcionados, somos frustrados, perdemos alguma coisa cara ou, pior ainda, perdemos alguém querido. Nesse momento ficar isolado, chorar pelos cantinhos e nos ombros amigos são modos de sentir alívio. Há muitos outros... Em seguida, assim que se sentir melhor, esmiúce o acontecido, veja se ele traz alguma lição. Maior parte das vezes nos ensina algo. Depois dê tempo ao tempo, ele, agindo como aliado, ensinará a aceitar o fato consumado e mostrará novas possibilidades de alegria e felicidade no futuro. O que não se deve é cultivar essa tristeza, fazer dela o tempero da vida. Isso afastará tudo e todos... Lembrei da bandeira da Coréia: o Yin e o Yang. Ponto e contra ponto. Nessa perspectiva falar em tristeza implica em falar na alegria. Pense nisso.
 
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