![]() Jóia da 38a. Semana de 2.004 Aprendi de grandes mestres que, ao longo da vida, atravessamos ciclos na nossa formação. Observei aqueles que estão mais próximos, e lembrando de mim mesmo, constatei que as crises da infância e da adolescência são como fogos de artifício, não passam desapercebidas a ninguém. Quase escondida, atravessamos a crise da chegada da maior idade, ou seja aquela dos 21 anos. A que acontece a seguir, a que antecede os trinta anos, é quase invisível, já que nesse momento, maior parte das vezes, estamos em meio a um turbilhão de eventos: formatura, ajustes na profissão, casamento, chegada de filhos... A partir daí e não podia ser diferente, mais ou menos a cada sete anos, vivemos um período turbulento mas, adultos que somos, "atores", desempenhamos nosso papel sem deixar transparecer que estamos inseguros. Não precisa ser assim. Não é sadio fingir que não estamos passando por crises. Será mais proveitoso encarar isso como normal e procurar ajuda. Pode ser através de amigos -- os mais velhos e experientes ou os mais jovens e mais estudados -- ou procurar o conhecimento nos livros. O melhor é fazer as duas coisas. E lembrando as propagandas de remédios: se a coisa ficar brava procure um profissional. Não se preocupe caso você esteja vivendo a sua oitava, nona ou décima crise, ou seja se você tem 56, 63 ou 70 anos. Viver uma crise existencial é sinal que você está vivo e evoluindo. Acalme-se, administre os conflitos e continue em frente. Há um futuro a sua espera e você tem capacidade para fazê-lo magnífico.
 
|