Jóia da 35a. Semana de 2.004


Quadro de medalhas


Uma das particularidades das Olimpíadas chamou minha atenção de forma especial: o dinamismo e a incoerência do quadro de medalhas.

Imagino que você concordará imediatamente quanto a dinâmica e questionará sobre a coerência. Se aconteceu assim, ocorreu o que eu esperava e, então, me explico:

É que o resultado em um dado momento das competições olímpicas não espelha a qualidade de vida, a meta maior de todos os povos. Constatei, ao fim da primeira metade dos jogos, que a Dinamarca está quase no final da lista. A Ucrânia figura entre os dez mais. Etiópia na frente da Espanha. Brasil depois do Cazaquistão.

O quadro de medalhas estava assim na noite do sábado para domingo e, acredito, alguma coisa parecida se repetirá no final. É com base nessa constatação e nessa crença que quero construir minha jóia:

O reconhecimento, representado por uma medalha, é importante sim pois nos traz orgulho, maior ainda quando é olímpica, mas não recebê-la não indica que não somos vencedores.

Nas Olimpíadas a simples presença em um embate já é uma vitória. Fora delas, há ocasiões em que não ser lembrado para a contenda é que representa o triunfo.

Pense nisso.


Jóias das semanas anteriores