Jóia da 26a. Semana de 2.004


Em três tempos


Algumas vezes os mais vividos se surpreendem com as peças que a memória prega. Os jovens raras vezes passam pela mesma experiência, assim, a mensagem dessa semana não fará muito sentido para eles, mas servirão de baliza para seu futuro.

Estava caminhando pela Avenida Getúlio Vargas, em Belo Horizonte, e passei em frente ao "Barão do Rio Branco", a escola onde cursei os primeiros anos escolares. O prédio está sendo pintado de novo, por isso está embrulhado por uma rede de plástico verde. Lá dentro as crianças fazem sua algazarra. As conversas são diferentes mas o alarido de hoje é o mesmo que meus colegas e eu produzíamos há quase sessenta anos!

Imagens daquele tempo surgem como vividas agora!

É estranho um corpo envelhecido reviver as correrias da infância. As pernas avisam que isso não é mais possível e continuam sua tarefa de agora: caminhar a passos cadenciados.

Pouco mais adiante, na Rua Pernambuco, número 1313, parei em frente ao local onde morei. A casa não existe mais, há um edifício lá. Mesmo assim, senti o perfume do canteiro de flores e o cheiro da ameixeira plantados em frente da casa. O paladar das frutas daquele tempo causaram salivação, hoje...

Então, de volta ao agora, tomei providências para acontecimentos futuros. Coordenei, junto com minha filha e meu neto, algumas ações para uma noite de autógrafos programada para o próximo dia 29. E meu espírito fez vaticínios para o futuro...

Sonhei com o lançamento, em BH, do "Jóias da Vida".

-- Hei!   Hei!   Calma... - ordenei a mim mesmo -   Um tempo de cada vez!

Mais tarde, no mesmo dia, registrei esses malabarismos do pensamento, para mim uma jóia!


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