Jóia da 18a. Semana de 2.004


Bienal do Livro


A Bienal do Livro, em São Paulo, é o pano de fundo da crônica dessa 18a semana de 2004. Uma rotunda imensa que serviu de cenário a inúmeros eventos menores que, cada um per si, inspirariam pelo menos uma página. Exatamente por isso surge o desafio: a formatação da "Jóia", normalmente uma crônica concisa não conteria tanta matéria, assim nesse momento ela assumirá o aspecto de tele-jornal: a manchete e um breve comentário.

-- O vôo Pampulha a Congonhas: quando da entrada do avião na frente chuvosa pôde-se ver um arco-íris abaixo da aeronave lembrando o quanto o ponto de vista altera a percepção das coisas.

-- As crianças visitando os estandes: bons hábitos sendo ensinados desde cedo com certeza os farão bons leitores no futuro.

-- O gigantismo da Feira: milhares de livros, quem sabe milhões, nos alertam para o quanto não sabemos.

-- A alegria de uma presença inesperada: Paula, minha filha, emocionou-me em estar lá e em trazer-me mensagens escritas pelos queridos que ficaram em casa.

-- Uma entrevista para a televisão porque, sendo escritor, tenho a possibilidade de influenciar pessoas.

-- Autografar um livro para meu sobrinho Alexandre, que me acompanha desde o "Jóias 96" editado há sete anos, e mesmo sendo um dia de trabalho me brindou com sua presença.

-- Compartilhar a mesa com autores talentosos, cada um deles com uma respeitável bagagem de vida.

Há mais, muito mais anotações que ao longo da vida subsidiarão crônicas, contos e quem sabe um romance.

Mas cada coisa a seu tempo. Agora o tempo é de deslumbramento e agradecimento.

Obrigado Senhor!


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