47a. Semana de 2.002


Verso e reverso


Mais uma vez fui solicitado a representar o cooperativismo fora de minha cidade, fui a Patos de Minas.

Preparei meu coração, de algum modo eu sabia que teria atribulações e boas recompensas.

Já no início da viagem, no deslocamento para o aeroporto, o atraso da condução e o tráfego pareciam conspirar contra. Uns poucos minutos a mais e a decolagem seria impossível.
Que sufoco!

No ar, intui que não estávamos no rumo correto. Em seguida o comandante informou que estávamos contornando as tempestades. E mesmo assim atravessamos turbulências.
Que susto!

Logo em seguida a bonança e a aterrissagem suave.

Recepção calorosa. Que coisa agradável!

A solenidade de abertura do seminário atrasou um pouco (coisas de Brasil (?)). Mas a palestra magna de fato mereceu o nome de MAGNA!
Como aprendi!

Encerrada a solenidade, terminadas as formalidades, estávamos descontraídos. Um jantar estreitou a amizade entre os componentes do grupo.

No dia seguinte muito trabalho.

Fiquei convencido que consegui dar meu recado quando percebi o carinho dos anfitriões e da platéia.

Na viagem de volta, de carro, uma tempestade tão competente como aquela que trepidou o avião, nos acompanhou por um longo tempo.

Andamos mais devagar, é mais seguro!

E cheguei em casa cansado, é verdade, mas feliz pelas "sementes plantadas" e pelos novos conhecimentos e amizades.

Não existe medalha sem reverso.



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