![]() 41a. Semana de 2.002 Numa reunião de amigos, quando comentávamos os acontecimentos da última grande festa de família realizada por ocasião do casamento de uma prima, alguns dos presentes lembraram vários fatos acontecidos ali e sempre acrescentavam suas opiniões. Há que registrar que algumas eram um pouco ácidas. Antes que outro assunto tomasse conta da conversa um dos interlocutores comentou: -- Sempre que um grupo se reúne comenta as atitudes dos amigos, invariavelmente de ausentes. Da mesma forma que estamos fazendo agora outras pessoas, quando se juntam, falam de nós. Eu tenho uma curiosidade enorme sobre aquilo que falam de mim. Imediatamente esse passou a ser o foco da reunião: o que os outros pensam e falam de nós. Durante o encontro nenhuma das idéias apresentadas foi capaz de dar um fim na querela, dessa forma, quando todos tomaram seus rumos, fiquei ruminando o assunto. Tentei, sozinho, chegar a uma conclusão. Não consegui. Por fim resolvi transformar isso num enigma: A opinião de uns pode ser muito importante, a de muitos outros é irrelevante, mas como separar esses daqueles? Como não gosto de enigmas angustiantes entendi que, pelo menos para mim mesmo, nesses casos é melhor não saber de nada.
 
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