7a. Semana de 2.001


Arte de negociar


Como subsídio para escrever minhas crônicas, estou sempre anotando frases, fazendo pequenos resumos de acontecimentos, às vezes escrevendo uma única palavra. Faço isso conforme a circunstância daquele momento: numa folha de papel, na capa do talão de cheques, num guardanapo... Ditando a um gravador. Guardo a idéia para lapidar mais tarde.

Essa semana, em uma reunião, participei de uma acirrada defesa de posições. Eu era simpático a uma idéia e tendia a firmar posição em defesa dela. Foi quando, inquieto, remexi os bolsos do meu paletó -- roupa que raramente uso. Encontrei um pedaço de jornal. Um daqueles grampos de memória.

"Da próxima vez que você se pegar numa discussão, em vez de defender seu ponto de vista, veja se consegue entender o de seu antagonista."

Era a mensagem que precisava. Estava lá guardada, não sei por quanto tempo e se mostrava no momento preciso.

Deixei as simpatias de lado, analisei os argumentos dos adversários. Reformei alguns de meus conceitos.

Negociamos.

Expliquei melhor alguns de meus argumentos.

Eles também mudaram sua posição inicial.

Tomamos uma resolução, se não a ideal, no mínimo a mais ponderada.


Jóias das semanas anteriores