2a. semana de 2001 Semana passada minha filha me disse: ¾ Sou do século passado papai! Sinto-me ultrapassada! Velha! Naquele momento, com relativo sucesso, disse-lhe algo para interromper o processo de queda na sua auto estima e passamos a outros assuntos. Meu subconsciente, entretanto, ficou ruminando o tema. Agora vou retomá-lo: Por causa da cultura - não sei se só da ocidental - usualmente nós "recebemos" balizas que marcam nossas vidas, isso desde a mais tenra infância: ¾ Quando você crescer... ¾ Quando souber ler... ¾ Quando se formar... ¾ Quando se casar... Alguns desses momentos, os dois primeiros por exemplo, não são percebidos com facilidade. Os dois outros, para maioria de nós, são (serão ou foram) marcos importantes. E é comum dizermos antes de formar ou depois que me casei. A todos da civilização ocidental essa baliza, o terceiro milênio, foi badalada por centenas de anos. E não nos deram a mínima indicação do que viria com ela, menos ainda sobre o depois dela. Estamos "aqui, agora". Estamos assustados! Lembrando que os primeiros seis dias do terceiro milênio foram iguais, ou muito pouco diferentes, daqueles que terminaram o segundo, digo a vocês: ¾ Nosso presente foi construído no passado, e nele estamos construindo o futuro. Cabe a nós escolhermos o que fazer com nosso futuro. Não nos imobilizemos ao passar pelas marcas do tempo, sejam elas minutos, horas, dias, meses, anos, décadas, séculos ou milênios. Somos nós que as inventamos. Elas são menores que nós! E paternalmente concluo: ¾ Filha! Você apenas ultrapassou um limiar. O futuro continua na sua frente, a espera que você o construa. Faça isso da melhor forma que puder.
 
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