Jóias de Fabiano|
Quando trabalho, quase sempre, mantenho o rádio ligado numa destas estações que transmitem músicas. Muitas vezes sou surpreendido com a letra de uma canção que, apesar de já ter ouvido outras vezes, 'falam' coisas como se fossem absoluta novidade e de uma importância muito significativa naquele instante. Outro acontecimento que me traz surpresas é a visita de meu neto. Ele está com três anos e meio. Quando me encontra escrevendo sempre faz perguntas. Não me parece que ele esteja preocupado em "saber", mas sempre pergunta. Fico admirado quando, algumas vezes, observa que a explicação que lhe transmito naquele momento não é coerente com outra dada há dias atrás. Esses dois tipos de acontecimentos - uma música já ouvida muitas vezes que agora nos ensina e a capacidade de uma criança de identificar incoerências - fazem-me constatar: quem decide sobre o "saber" é o aprendiz, não é o instrutor. Os jornais interessados em publicar as crônicas devem entrar em contato comigo.
 
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